ADI que questiona falta de orçamento para Defensoria Pública do AC terá rito abreviado

Ministra Cármen Lúcia. Foto Nelson Jr. SCO STF 09-2014

A ministra Cármen Lúcia, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5160, na qual a Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep) questiona a falta de orçamento especificamente destinado à Defensoria Pública do Acre, adotou o rito abreviado previsto na Lei das ADIs (artigo 12 da Lei 9.868/1999), para que a decisão venha a ser tomada em caráter definitivo pelo Plenário, sem prévia análise do pedido de liminar.

Na ADI, a entidade que representa os defensores enfatiza que a situação exposta nos autos agrava um quadro de deficiência que já é caótico. Segundo a Anadep, a falta de previsão orçamentária para a Defensoria na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do estado, além de acarretar inúmeros prejuízos à população carente usuária dos serviços da Defensoria Pública, resulta no pagamento de grandes cifras com honorários de advogados dativos.

Na decisão, a ministra Cármen Lúcia determina que o governador do Acre e a Assembleia Legislativa do estado prestem informações em dez dias. Em seguida, determina ainda que, após esse prazo, se dê vista dos autos, sucessivamente, ao advogado-geral da União e ao procurador-geral da República, que terão cinco dias cada um para se manifestar.

VP/AD

Fonte: STF

Imagem: Ministra Cármen Lúcia. Foto:Nelson Jr./SCO/STF (30/09/2014)