Ayres Britto defende fim de doações privadas para partidos em entrevista à Mariana Godoy

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto foi o convidado do programa “Mariana Godoy Entrevista” desta sexta-feira (18). Britto defendeu o fim de doações privadas para partidos políticos, como aprovado pelo STF, e afirmou que ainda não vê provas suficientes para justificar o pedido de impeachment da presidente Dilma.

Mariana começou a entrevista perguntando se o ex-ministro gosta de andar avião. Apesar de afirmar que não tem medo, Britto diz que defende a “prudência” na hora de voar. “Eu cuido muito de minha integridade física”, disse sobre praticar algo mais ‘radical’.

O jornalista Mauro Tagliaferri trouxe as perguntas enviadas pelo Twitter com a hashtag #MarianaGodoyEntrevista. Os telespectadores perguntaram por qual motivo o mensalão ‘andou’ para o lado do PT e não para o lado do PSDB. Britto explicou que a denúncia apresentada no STF contemplava 40 pessoas, algumas sendo do Partido dos Trabalhadores, algumas não. O ex-ministro argumentou que “não havia motivo” para não botar o processo para “andar”, já que o STF havia recebido a denúncia há 4 anos.

Comentando sobre os boatos de quem davam conta de que o também ex-ministro Joaquim Barbosa deveria ser presidente do país, Britto classificou o ex-colega como um “homem destemido”, com uma trajetória pelo Supremo de “independência, de estudo, de coragem e de absoluta honestidade”.

O ex-ministro disse que o Supremo “acertou” ao votar contra a doação de empresas para partidos políticos e classificou a corrupção como um dos principais problemas do país. Segundo Britto, uma reforma política deve começar pelo combate à corrupção, “e o maior modo de combater isso é cancelar o financiamento empresarial de campanhas”. “Na prática, quem termina elegendo o candidato é as empresas, as empreiteiras”, afirmou o ex-ministro.

Sobre um projeto que poderia voltar a permitir a doações de empresas, Britto diz, em sua opinião, que “o poder econômico é bem vindo no que lhe cabe, fabricar riquezas, estimular o mercado. Mas quando ele vai para a política, ele transforma a excelência em insolência, em manipulação”. Segundo o ex-ministro, a matéria não pode, nem por emenda, ser aprovada.

Já sobre a possibilidade de um impeachment da presidente Dilma, Britto disse que as provas que apareceram até hoje não são suficientes para justificar o pedido.

Outra convidada do programa foi a jornalista Rosana Jatobá. Mãe de gêmeos de quatro anos e meio, ela afirma que decidiu viver a maternidade intensamente, mas isso não a impediu de se envolver em vários projetos, sobretudo voltados à sustentabilidade.

Rosana Jatobá criticou o saneamento básico no Brasil, a falta de cuidados com os recursos naturais e afirmou que ‘um país que não tem saneamento não tem dignidade humana’.

Envolvida de forma muito impactante nas questões da sustentabilidade, ela estará com um grupo de mulheres debatendo o tema em eventos paralelos à agenda oficial da Conferência de Paris sobre o clima.

A jornalista disse acreditar que a consciência ambiental deve ser trabalhada na sociedade desde cedo e, por isso, criou a ‘Coleção Jatobá’, que mostra a sustentabilidade de forma bastante adequada às crianças.

Ela se recordou com carinho dos tempos em que foi ‘garota do tempo’, mas afirmou não querer olhar para o passado. A ideia agora é se envolver em outros projetos. Apesar de não estar nos planos, por enquanto, ela não descartou a possibilidade de se envolver na vida política do país.

 

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Fonte e imagem: Rede Tv